Santa Maria Josefa Rosselo

Dia 03 de outubro   

História: Foi batizada no mesmo dia de seu nascimento com o nome de Benedetta.

Era a quarta filha de uma numerosa família composta por dez irmãos, filha de Bartolomeo e Maria Dedone, modestos fabricantes de vasilhas.

Mas enquanto ajudava o pai a modelar a argila, deixava-se modelar pela graça.

Também cuidava dos irmãos menores para aliviar a mãe, em suas ocupações. Após a infância se distinguiu no estudo, na caridade ao pobres e sobretudo na devoção ao Crucifixo e à Santíssima Virgem.

Inscreveu-se ainda muito jovem na Ordem Terceira Franciscana (provavelmente em 1830) e aos poucos sentiu nascer em seu coração o desejo de uma vida mais perfeita que lhe permitisse mais facilmente fazer-se santa.

Aos dezenove anos foi trabalhar na casa da família Monleone, mais como filha adotiva de dois cônjuges privados de filhos, que como doméstica, para ajudar ao seu pai enfermo. Por sete anos residiu naquela casa (1830-1837), colhendo, com sua conduta, a admiração e o afeto de todos.

Quando porém a senhora Monleone ficou viúva, propôs-lhe que permanecesse para sempre com ela, prometendo-lhe torná-la sua herdeira, Benedetta refutou: sentia-se chamada a uma outra vocação e portanto foi bater à porta de um instituto de caridade para ser freira, entre as Filhas de Nossa Senhora da Neve.

Obtendo dolorosa recusa por não dispor de dote suficiente ara entrar no noviciado em tempos de insubmissão a caridade divina. Ela, que acabara ainda de renunciar a uma farta riqueza foi ainda acometida por duras provas; primeiramente morre-lhe a mãe, depois de um curto período o segundo dos irmãos, a irmãzinha Giuseppina de apenas dezessete anos e finalmente também o pai.

Novamente impõem-se no dever de cuidar dos irmãos. Em agosto de 1837, responde generosamente a um veemente pedido do bispo da diocese, Dom Agostino De Mari (1835-1840), para que se dedicasse à educação da juventude pobre.

Benedetta se apresentou ao prelado e assim essas duas grandes almas encontraram uma sede ajustada. Em 10 de agosto iniciou seu trabalho social nessa modesta casa. Benedetta, sempre cercada das companheiras voluntárias, deu início à primeira escola.

Ao projeto de Benedetta aderiram Angela e Domenica Pescio e Paolina Barla. Dom Agostino De Mari: Angela Pescio, a mais velha, foi eleita superiora: Benedetta foi dado o ofício de mestra das noviças, vigária e economista. Um crucifixo, uma imagem de Nossa Senhora Mater Misericordiae e cinco liras de capital formavam toda a “riqueza” material.

Em 22 outubro 1837 obteve a primeira vestição e Benedetta recebeu pelo bispo o nome de Irmã Maria Giuseppa (certamente por saber ser o santo de sua maior devoçao) mesmo que o Instituto estivesse já oficialmente denominado como “Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia e consagrado à Virgem no notável santuário de Savona. Virgem da Misericórdia (Savona).

O princípio fundamental da nova instituição era o de se dedicar ao ensino e educação das crianças pobres. Dois anos depois, em 2 agosto 1839, as irmãs pronunciava os votos perpétuos. Em 1840 as irmãs professas já eram setenta e quatro noviças e, no mesmo ano, Irmã Maria Giuseppa veio ser eleita superiora por unanimidade, ofício que vivenciou por cerca de quarenta anos, até sua morte.

Uma grave perda para o Instituto nascente foi a morte de Dom De Mari, ocorrido em 1.840, que tinha já feito um primeiro esboço das Regra. O texto foi entregue então para compilação ao Pe. Innocenzo Rosciano, carmelitano, solenemente consignado pelas irmãs em 14 fevereiro 1846.

Recebem então um outro e novo hábito, pelo bispo de Savona, Dom Alessandro Ottaviano Riccardi (1841-1866, depois arcebispo de Torino). Dom Alessandro Riccardi Sob sábia direção de Irmã Maria Giuseppa o Instituto começou a se difundir no período de 1842-1855.

Em 1856 a santa se apressou em colaborar também na obra de resgate dos escravos africanos, ao que se dedicava muito de seu tempo junto ao estimável zelo de dois beneméritos sacerdotes: Nicolò Olivieri (1792-1864) e Biagio Verri.

A porta do Instituto se abria agora, para acolher grupos de crianças negras. O espírito missionário da santa aumentava cada vez mais, quando, em 1876, pode enviar um primeiro grupo de quinze irmãs para Buenos Aires, Argentina. Em 1859, uma nova fundação: a Casa da Providência, já estava apertada por tantas moças de classe pobre. A necessária reeducação e o adentramento na vida era sua constante preocupação.

Em 1863 em Albissola, fez surgir então a “Segunda Providência” . Em 1869, Irmã Maria Giuseppa iniciou corajosamente uma outra obra, o Pequeno Seminário para crianças pobres de Savona com a ajuda da diocese, de zelosos sacerdotes, o que também lhe custou não poucas amarguras pela malignidade contra esta instituição por parte de muitos.

A última de suas obras, sonhada e realizada posteriormente foi a fundação em Savona da Casa dos Pedintes (1880), um refúgio para moças que se convertiam, tiradas da prostituição. Um aspecto do temperamento imensamente caritativo de Maria Giuseppa Rossello começa pelo simples âmbito religioso para inserir-se entre as mais nobres benfeitores sociais, com fundação de escolas populares gratuitas e outras obras.

A espiritualidade da santa foi acentuada por uma iluminada luz da Providência, sob o patrocínio do São José (seu santo de maior veneração) e em seu espírito de iniciativa. Costumava repetir sempre às suas Filhas: “Coração em Deus, mãos no trabalho!”. Nunca desdenhou os mais humildes serviços ou cuidados aos enfermos, sempre com caridade paciente e perseverante.

Após sua laboriosa jornada, com sessenta e nove anos de idade, em 7 dezembro 1880, na casa mãe em Savona, sofreu complicações cardíacas, que vinha já minando sua constituição duramente provada por tanto trabalho. Partiu para a eternidade em conceito de santidade e foi sepultada no cemitério da cidade. Em 1887 seu corpo foi transportado para a casa-mãe.

Até sua morte, o Instituto contava com 65 irmãs. Hoje são mais de duas centenas na Itália e na América o número das irmãs chega a mil, continuando a assitência aos asilos de infância, escolas elementares e ensino médio, colégios, orfanatos, abrigos, assistência em cárceres femininos, casos da proteção de jovens, etc.

A causa de sua beatificação foi introduzida em Roma e foi beatificada em 6 novembro de 1938 após oportuno estudo de sua vida reconhecimento de dois milagres operados em duas de suas irmãs do Instituto: Ir. Maria do Espírito Santo e Ir. Paolina Dameri.

Maria Giuseppa Rossello foi canonizada por Pio XII em 12 Junho de 1949. Foram provados os milagres reconhecidos com outras dezenas de pessoas. Sua relíquias são veneradas na capela da casa mãe das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia, em Savona. (Texto Adaptado do artigo em italiano de L. Chierotti – cfr. bibliografia) (*) datas dall’ “Anuário Pontifício” ano 2000 e traduzido para o português por Regina Perina].

Oração da Santa Maria Josefa Rosselo: Bendito sejais, Deus onipotente, que concedestes grande santidade a vossa serva santa Maria Josefa Rossello. E pela intercessão de Santa Maria Josefa, concedei-nos, Senhor, a graça que humildemente vos pedimos. Por Jesus Cristo, Senhor nosso, amém. Santa Maria Josefa, rogai por nós.

Devoção: Aos mais necessitados, ensinamento dos valores cristãos

Padroeiro: Dos necessitados

Outros santos do dia: Cândido, Dionísio, Fausto, Caio, Pedro, Paulo, Edmundo, Heráclio e Doedoro (márts); Esíquio, Evaldo e Geraldo (abs.); Cipriano, Ursicin e Maximiniano (bispo).