Santa Teresa Benedita da Cruz

Dia 09 de agosto

História: Quanto a mim, que eu me glorie somente da cruz do nosso Senhor, Jesus Cristo (Gálatas 6,14a).

Estas palavras marcaram a vida de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), filha de Israel, filha da Igreja, monja carmelita descalça e mártir, que soube, magnificamente, aprender “aos pés” de Jesus Crucificado, a sublime “Ciência da Cruz”, e vivê-la até o sacrifício da própria vida, por amor a Deus e ao próximo.

Edith Stein nasceu em 12 de dezembro  de 1891 em Breslavia, última de 11 filhos. O pai morreu quando ainda ela não tinha dois anos.

Durante a sua vida deslocou-se por vários lugares. Mas, o mais significativo foi o seu itinerário interior na busca da verdade. Mesmo sendo judia, com o tempo perdeu a fé em Deus e parou de orar.

Mulher inteligente e estudiosa, muito interessou-se pela filosofia. Estudou com o filósofo Edmund Husserl, que foi seu professor. Tornou-se filósofa.

O encontro com o filósofo Max Sceler levou-a ao interesse pelo Catolicismo. Também estudou enfermagem e prestou serviço num hospital militar austríaco durante a I Guerra Mundial. Edith frequentou sinagogas e igrejas protestantes.

Mas, Aquele que é a Verdade, na Sua Providência tudo dispunha para atraí-la para si. A leitura do Novo Testamento, do livro dos “Exercícios Espirituais” de Santo Inácio de Loyola, da Autobiografia de Santa Teresa de Jesus e outros fatores, ajudaram-na a converter-se a Cristo.

Foi batizada em 01/01/1922. Depois da conversão quis entrar no Carmelo, mas não o pôde de imediato. Trabalhou como professora, conferencista, tradutora e escritora. Mesmo antes de entrar no Carmelo, fez os votos de Castidade, Pobreza e Obediência.

Tendo encontrado a Verdade que é Deus, quis ser seu instrumento para conduzir as pessoas a Ele. Em 14 de outubro de 1933 entrou no Mosteiro Carmelita de Colônia (Alemanha). Em 14 de  abril de1934 assumiu o nome de Irmã Teresa Benedita da Cruz.

Fez a 1ª Profissão Religiosa em 21 de abril de 1935 e os Votos Perpétuos em 21 de abril de 1938. Por causa do ódio nazista contra os hebreus, foi levada em 1938 para o Mosteiro Carmelita de Echt, na Holanda, para estar mais segura.

Ela estava abandonada em Deus e aberta para aceitar a própria morte que se aproximava. Também nos mosteiros escreveu obras literárias, como a famosa obra Scientia Crucis (“A Ciência da Cruz”). Em 02 de agosto de 1942 foi presa, no convento, pelos nazistas, que a levaram, junto com a sua irmã de sangue, Rosa (que tinha se tornado católica e prestava serviço junto às Carmelitas de Echt), e outros hebreus, para a prisão.

Na manhã de 07 de agosto de 1942, foi levada para o campo de concentração de Auschwitz aonde, no dia 09 do mesmo mês, foi executada na câmara de gás. O Papa João Paulo II beatificou-a em 1º de maio de 1987 em Colônia, na Alemanha e, canonizou-a em 11 de outubro 1998 na Praça de São Pedro, em Roma.

“Caros Irmãos e Irmãs! O amor de Cristo foi o fogo que incendiou a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de tomar consciência dele, ela foi por ele completamente capturada. (…) Descobriu, de fato, que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e, daquele momento o Verbo Encarnado foi tudo para ela. (…) A nova santa nos ensina, enfim, que o amor por Cristo passa através da dor. Quem ama verdadeiramente não se detém de fronte da perspectiva do sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada. (…) Santa Teresa Benedita da Cruz nos vem hoje indicada como modelo no qual inspirar-nos e como protetora a quem recorrer” (Da Homilia do Papa João Paulo II na Canonização de Santa Teresa Benedita da Cruz).

Oração da Santa Teresa Benedita da Cruz: Oh Deus, se é tua Vontade, permita que Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, que acreditou em seu Filho em vida e o seguiu até a morte por martírio, interceda por mim nesta petição (mencionar o pedido). Pedimos-te em nome de Jesus Cristo Nosso Senhor, Amém!

Devoção: A testemunha da presença de Deus e do mistério da Cruz

Padroeiro: Dia Mundial da Juventude

Outros Santos do dia: João de Alvene; Amor e Viator, Antonino Belina; Benigno, Brecão, Clemente, Domiciano (bispo); Falcão, Firmo e Rústico, Martinho; Maurilio (bispo); Nicolau, Numídico, Raígão (presb); Romão; Sabas, Secundiano, Marcelino e Veriano; Veremundo (bispo); João Feltão.